Diário da Borborema

Campina Grande, Domingo, 07 de Setembro de 2008

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Evento celebra 60 anos dos direitos humanos

Encontro tem como objetivo fomentar uma consciência maior dos assuntos referentes ao tema

Pela primeira vez, a Conferência Anual das Organizações Não-Governamentais do Departamento de Informação Pública (DPI/NGO) será realizada fora da sede das Nações Unidas em Nova York, nos Estados Unidos. Sua 61ª edição terá lugar na Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em Paris, na França, de 3 a 5 de setembro. Com o tema "Reafirmando os Direitos Humanos: A Declaração Universal aos 60", o evento homenageia o sexagésimo aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, considerando sua acepção histórica para a humanidade, pois foi o primeiro mecanismo a promover e defender os princípios básicos dos direitos humanos, prerrogativa dos indivíduos de todas as nações.

Organizado pelo DPI em parceria com a comunidade de ONGs, a Unesco, o Alto Comissariado dos Direitos Humanos e o governo da França, esse importante encontro tem como objetivo fomentar uma consciência maior dos assuntos referentes aos direitos humanos, renovar o compromisso de atuação das organizações não-governamentais - particularmente aquelas de países em desenvolvimento - nesse campo e ressaltar maneiras eficazes pelas quais a sociedade civil pode unir-se a instituições afins, para contribuir ao avanço dos direitos humanos nos níveis global, regional, nacional e local.

A característica essencial da conferência, neste ano, será a ênfase na participação ativa. Por meio de mensagem via vídeo, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, fará a abertura do evento, que reunirá os participantes para os debates em cinco mesas-redondas, 42 workshops e outras sessões. O acontecimento também terá, como principal palestrante e presença de destaque, Madame Simone Veil, ativista dos direitos humanos e figura política relevante.

Fazem parte, ainda, da programação uma exposição artística sobre a declaração, esquetes relacionados com temas dos direitos humanos, contadores de histórias - os quais apresentarão experiências pessoais, em um projeto patrocinado pelo Instituto de Desenvolvimento da Educação, Arte e Lazer (Ideal) - e, como atração ao público francês, a Vila dos Direitos Humanos, um espaço que proporcionará discussões dinâmicas e interações acerca do significado do documento.

Manifestação - Ponto central do debate sobre educação no mundo e localizada no berço de grandes pensadores sociais que influenciaram historicamente a Humanidade, a Unesco receberá, por ocasião da conferência, as mais expressivas representações da sociedade civil na promoção dos direitos humanos. A Legião da Boa Vontade (LBV), do Brasil, foi convidada para apresentar seu amplo trabalho socioeducacional, cujas ações, integradas nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs), possibilitaram à instituição ultrapassar, em 2007, a marca de 6 milhões de atendimentos prestados a pessoas que vivem em bolsões de pobreza, consolidando-a, assim, como uma das entidades não-governamentais da América Latina que mais atuam na concretização dos direitos humanos.

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Efeito do fumo é mais prejudicial para mulheres

As mulheres normalmente desenvolvem doença cardíaca muito mais tarde do que os homens, porém, o hábito de fumar pode antecipar um infarto em muitos anos, segundo estudo norueguês apresentado, este mês. De acordo com os autores do estudo, enquanto os homens que fumam sofrem um ataque cardíaco seis anos mais cedo do que os não-fumantes, essa tendência é ainda mais grave entre as mulheres, com as fumantes tendo infartos mais de 12 anos mais cedo do que aquelas que nunca fumaram.

"As mulheres precisam entender que estão perdendo muito mais do que os homens quando fumam", disse a médica cardiologista Silvia Priori, do Instituto Científico de Pavia, na Itália, que não é ligada à pesquisa.

No estudo, os pesquisadores avaliaram dados de 1.784 pacientes internados em um hospital norueguês por causa de um primeiro ataque cardíaco. E descobriram que a média de idade dos homens no primeiro infarto era de 72 anos para os não-fumantes e de 64 anos para os fumantes. E, entre as mulheres, as idades eram de 81 anos e 66 anos respectivamente.

Quando eram considerados outros fatores de risco cardíaco, como pressão alta, colesterol e diabetes, a diferença de tempo do primeiro infarto entre fumantes e não-fumantes passava para seis anos entre os homens e para 14 anos entre as mulheres.

Os especialistas acreditam que os hormônios femininos podem proteger as mulheres contra doença cardíaca.

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Estresse dobra risco de diabetes

O estudo, publicado na revista científica Diabetic Medicine, analisou 2.127 homens nascidos entre 1938 e 1957 durante dez anos. No início da pesquisa, os participantes apresentavam níveis normais de glicose e foram examinados com relação aos sintomas do estresse como fadiga, ansiedade, depressão, insônia e apatia. Depois de dez anos, os voluntários passaram novamente por exames para avaliar os níveis de glicose e estresse. Segundo os resultados observados pelos pesquisadores, aqueles que apresentavam maior nível de estresse corriam 2.2 vezes mais risco de desenvolver diabetes tipo 2 do que os homens com baixo nível de estresse.

O estudo aponta que essa relação se manteve mesmo quando observados outros fatores como idade, massa corporal, histórico familiar de diabetes e outras variantes. No total, 103 dos participantes foram diagnosticados como diabéticos ao final da pesquisa.

Segundo os pesquisadores, a relação entre estresse e a diabetes pode ser resultado dos efeitos do estresse na capacidade do cérebro em regular os hormônios ou ainda da influência negativa que a depressão exerce na dieta e no nível de atividade física das pessoas.

Mulheres - O estudo, realizado no Instituto Karolinska, analisou ainda 3 mil mulheres e não identificou um aumento no risco de desenvolver diabetes entre aquelas com alto nível de estresse. De acordo com Anders Ekbom, que liderou o estudo, isso poderia ser explicado pela diferença no modo como homens e mulheres lidam com o estresse.

"Enquanto as mulheres comunicam os sintomas de estresse e depressão, os homens são menos dispostos a admitir esses sentimentos e lidam com o problema bebendo, usando drogas ou com outras ações particulares", afirmou.

Entretanto, para Iain Frame, diretor da ONG Diabetes UK, que trabalha com pacientes diabéticos, o fato desta relação ter sido observada apenas nos homens é "intrigante".

"Seria interessante descobrir o porquê desta diferença. Os resultados sugerem que isso poderia ser resultado de uma influência hormonal ou de comportamento", afirmou Frame.

Segundo ele, estudos anteriores já haviam indicado que o estresse é considerado um fator de risco para a diabetes tipo 2 e o estudo realizado pelos suecos "parece confirmar esta relação".

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