Diário da Borborema

Campina Grande, Domingo, 07 de Setembro de 2008

Gerais


Aeroportos serão privatizados em 2009

Ministro da Defesa, Nelson Jobim, acredita em nova forma de concessão para iniciativa privada

Rio de Janeiro - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, acredita que em 2009 será possível adotar um modelo de concessão à iniciativa privada dos aeroportos públicos do país. Os primeiros devem ser Galeão, no Rio de Janeiro, e Viracopos, em Campinas (SP).

"Esperamos no ano que vem ter condições de lançar o edital [de Viracopos e Galeão] e estar com esse assunto resolvido,” disse o ministro, a bordo do porta-aviões São Paulo, onde participou da cerimônia de transmissão dos cargos de comandante de Operações Navais e de Diretor-Geral de Navegação, no Rio de Janeiro.

A escolha dos dois aeroportos foi uma decisão política do presidente Lula, segundo Jobim. No caso de Viracopos, a idéia é desafogar o tráfego aéreo em Guarulhos e Congonhas. Quanto ao Galeão, é garantir uma boa infra-estrutura caso o Brasil seja sede da Copa do Mundo de 2014 e o Rio, da Olimpíada de 2016.

O ministro informou que o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, será o coordenador dos estudos dos modelos de concessão e de reaproveitamento dos funcionários da Infraero, que operam os serviços.

Jobim adiantou que também será elaborado um modelo de concessão para um novo aeroporto em São Paulo, sem data ou local definido. Ele mencionou ainda um plano de criar um trem expresso ligando Guarulhos, Congonhas e Viracopos.

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Praia de Tambaba sediará congresso

O evento internacional será de 9 a 13 deste mês com uma programação diversificada

Adriana Crisanto
adriana@jornalonorte.com.br

A paradisíaca praia de Tambaba, na Costa do Conde, litoral sul do Estado, será palco do "31º Congresso Internacional de Naturismo". O evento acontecerá no período de 9 a 13 de setembro, mas desde ontem (sábado) a arena da praia recebe visitantes para o Mercado Capim Fashion e as apresentações musicais que acontece na Arca do Bilu.

O local oferecerá toda a infra-estrutura necessária para os naturistas com salões para reuniões e salas de apoio com ar condicionado. O Congresso será dividido duas grandes áreas. A primeira destinada a Federação Internacional de Naturismo (FIN) onde acontecerão reuniões para o biênio 2008/2010 e a escolha do país sede da próxima edição do evento.

A segunda área se destina a realização do encontro regional que este ano tem como tema: "O Naturismo por um mundo principal" e abordará várias temáticas, como: Naturismo e Turismo, questão de propaganda, bioética e paradigma, desnudar-se - uma questão de ética, naturismo e o meio ambiente, naturismo, educação e filosofia de vida, bio cibernética, metodologia alternativa de uma corporeidade decorrente da revolução do cérebro.

O participante do congresso receberá um farto material didático na abertura do congresso. No local uma rede de bares e restaurantes está sendo montada para melhor servir aos congressistas e visitantes. Haverá ainda tendas com comidas típicas, dia e noite, apresentação de grupos folclóricos e artistas regionais.

Uma equipe de recepcionistas treinada estará no local para atender e tirar dúvidas dos congressistas, visitantes e turistas. Na praia terá chuveiros com água doce, banheiros químicos, médico, ambulância de plantão, lojas de conveniência, tendas de massagens e segurança 24 horas. Haverá ainda transporte de Jacumã para Tambaba e para os hotéis diariamente. Os congressistas terão transporte gratuito. De acordo com Secretário de Cultura do Município do Conde, Saulo Barreto, um congresso como este precisa ser comemorado de maneira especial e marcante. A Paraíba concorreu com a Itália, Ucrânia e Estados Unidos para ter uma edição no Conde. A captação do evento aconteceu durante a realização do 30º Congresso da INF, realizado na cidade de El Portus, sul da Espanha.

A previsão dos organizadores é que estejam em Tambaba neste período 4 mil naturistas da Europa, Américas e do Brasil. O Congresso Internacional de Naturismo é uma ação da Sociedade Naturista de Tambaba, com promoção da Federação Internacional de Naturismo (FIN), Federação Brasileira de Naturismo (FBN) e apoio da Prefeitura Municipal do Conde (PB).

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Diagnóstico precoce é considerado fundamental

Quando Bertrand Filho nasceu, seus pais não viram diferenças entre ele e os outros bebês. Até um ano e meio de vida, o garotinho fazia tudo o que era comum às demais crianças da sua idade: corria, brincava, respondia aos estímulos dos familiares e parecia ter um aprendizado normal. As diferenças só começaram a aparecer quando Bertrand demorou a falar e parecia não mais evoluir. "Procuramos o pediatra e ele nos disse que tudo mudaria quando Bertrand fosse para a escolinha. Mas isso não aconteceu", lembra a mãe, Carla Gadelha.

Em busca de uma melhor qualidade de vida para seu filho, o casal se mudou para perto de outros familiares, mas o desenvolvimento de Bertrand não era satisfatório. Após várias consultas com pediatras, neurologistas e psicólogos, a família recebeu o diagnóstico tardio. "Fomos para São Paulo e lá um médico finalmente nos disse que Bertrand era autista", conta o pai da criança, Bertrand Pires Gadelha. O menino já tinha na época quatro anos de idade e seu atraso em relação aos coleguinhas era visível.

ormalmente, o diagnóstico de autismo ocorre antes dos dois anos de vida em países mais evoluídos nas pesquisas sobre o assunto. Para o casal Gadelha, a descoberta foi um choque já que muito pouco se comenta no Brasil sobre essa desordem. "Mesmo eu que sou médica tive que pesquisar muito sobre o autismo já que o tema é pouco discutido na faculdade", lamenta Carla. Foi justamente por meio da Internet que o casal encontrou vários pais com situações de vida parecidas e a troca de experiências foi inevitável. "Percebemos que há mais autistas no país do que se comenta", garante Bertrand Gadelha. Segundo ele, uma em cada 150 pessoas sofre de autismo do Brasil, mas não há estatísticas oficiais que possam confirmar esse dado.

Hoje, passados cinco anos desde o diagnóstico, Bertrand Filho já evoluiu muito. Ele se veste sozinho, possui afetividade desenvolvida (o que é raro) e freqüenta a escola regular. Entretanto, a família diz que a maior dificuldade está na falta de profissionais e o custo do tratamento para autistas.

Com a vontade de mudar isso, os pais de Bertrand ajudaram de reabrir a Associação dos Pais e Amigos do Autista da Paraíba (AMA), que oferece tratamento às pessoas autistas com profissionais vindos de outros locais de país. "As terapias ajudam a manter a sociabilidade, mas são caras. Costumo dizer que gastamos com o Bertrand o equivalente a uma faculdade de Medicina. Nosso sonho é que os carentes tenham acesso igual ao nosso", acrescenta Carla Gadelha.

A entidade possui hoje 180 pessoas carentes cadastradas a espera de investimentos que possam ajudar a AMA a oferecer uma chance de adaptação aos menos favorecidos. Além de investimentos, as famílias de autistas lutam também pela divulgação da síndrome, pela capacitação dos profissionais e alertam: os médicos nem sempre dão o diagnóstico certo e isso prejudica o tratamento ou até anula as chances de desenvolvimento do autista.

Tratamento adequado

Uma prova de que o diagnóstico na idade certa pode fazer a diferença é a história de Eduardo Carneiro, ou Dudu, como é chamado pela família. Com um ano e meio de vida o menino parou de falar e voltou a rastejar quando já estava para dar os primeiros passos. "Ele tinha o desenvolvimento normal, falava papai e mamãe e já estava quase andando até que começou a engatinhar novamente", afirma Hosana Carneiro, mãe do garotinho. Hosana procurou a ajuda de especialistas e o diagnóstico veio rápido. "Com um ano e oito meses os médicos me disseram que ele tinha autismo. Eu não conhecia a síndrome e fiquei chocada.

O próprio pediatra dele não acreditava que Eduardo era autista", conta. Assim como no caso da família Gadelha, os pais de Dudu começaram a pesquisar sobre o assunto na Internet e encontraram vários relatos parecidos com os deles. Com a orientação de outras famílias, Hosana procurou rapidamente ajuda para seu filho. Matriculou-o na escola regular já que as especiais são muito caras, buscou métodos específicos de aprendizado e se dedicou em cuidar do filho.

Hoje, Dudu está com três anos de idade e, apesar de não interagir com outras pessoas, ele fala, canta e é capaz de realizar certas atividades sozinho. "Meu filho tem um jeito próprio de pedir as coisas, mas ele se alimenta só e tem a iniciativa de pegar objetos dos quais ele está precisando, como um 'danone' na geladeira", orgulha-se a mãe.

Eduardo pode ser considerado um autista de alto funcionamento, daqueles que possuem chance ter uma vida praticamente normal desde que recebam o tratamento adequado ao longo da vida.

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