Diário da Borborema

Campina Grande, Domingo, 07 de Setembro de 2008

Cotidiano


Desfile deverá atrair 40 mil pessoas

Parada Cívica será realizada a partir das 8h, na Avenida Severino Cruz, às margens do Açude Velho

Severino Lopes
severino@db.com.br

Os 186 anos de Independência do Brasil serão comemorados hoje, em Campina Grande, com o tradicional desfile Cívico Militar de 7 de Setembro. A parada cívica mais uma vez será realizada a partir das 8h, na Avenida Severino Cruz, às margens do Açude Velho, e deverá reunir um público superior a 40 mil pessoas. Este ano, 52 entidades entre, escolas das redes municipal, estadual e particular de ensino, entidades civis, o 31º Batalhão de Infantaria Motorizada, o 2º Batalhão de Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros, Polícia Civil e Associações de Ex-combatentes de guerra vão participar das festividades alusivas ao Dia da Independência.

Só escolas estaduais e municipais serão quinze. A Parada Cívica, organizada pela Secretaria de Educação e Cultura do Município, terá ainda a participação de 17 bandas marciais e fanfarras das cidades de Campina Grande, Fagundes, Riachão do Bacamarte, Serra Redonda, Gurinhém. Uma das novidades, este ano, será a presença do Colégio Militar de Fortaleza.

A solenidade do Dia da Independência se iniciará às 7h30, na Praça da Bandeira, com o hasteamento das bandeiras do Brasil, da Paraíba e de Campina Grande, pelo prefeito Veneziano Vital do Rêgo, o coronel Francisco Márcio Eugênio Vieira Saraiva, comandante do 31º Batalhão de Infantaria Motorizada e o coronel Carlos Alberto Eliotério Guimarães, comandante do 2º Batalhão de Polícia Militar, respectivamente. A solenidade será animada pela Filarmônica Epitácio Pessoa.

O desfile será aberto pontualmente às 8h, com a realização da revista às tropas. Pela ordem, abrirá o desfile, a Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira, seguido pela Associação dos Ex-combatentes do Brasil, Força Internacional de Paz (Boinas Azuis), e o Colégio Militar de Fortaleza. Depois será a vez do 31º Batalhão de Infantaria Motorizado desfilar. O Exército vai desfilar com mais de 300 homens distribuídos em vários grupamentos. O grupamento motorizado, um dos mais atrativos e que desperta a curiosidade do público, levará para a avenida todo o armamento de emprego coletivo do Exército, usado nas diversas missões realizadas no Compartimento da Borborema.

Posteriormente, desfilará a Polícia Militar, que participará do 7 de Setembro com 600 homens. Em seguida, começará o desfile das escolas, entidades e bandas marcial e de fanfarra. A Filarmônica Epitácio Pessoa irá à frente dos pelotões das bandeiras, que serão apresentadas pelos alunos do Ceai Elpídio de Almeida. Instituições como Associação Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), Instituto dos Cegos, Fanfarra Simples Soldados de Cristo, Fanfarra do Peti também farão parte das comemorações. Entre as 12 escolas municipais que desfilarão estão a Jeremias Sérgio de Almeida, a Leonardo Vitorino e a Maria das Vitórias.

A previsão é que o desfile cívico termine antes do meio-dia. A solenidade de encerramento da Semana da Pátria acontecerá às 17h, na Praça da Bandeira, com o arriamento das bandeiras do Brasil, da Paraíba e de Campina Grande.

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Coronel aponta data como uma das mais importantes

Para comandante do 31º BIMtz, depois da independência, o Brasil começou a caminhar com as suas próprias pernas

Severino Lopes
severino@db.com.br

O comandante do 31º Batalhão de Infantaria Motorizado (BIMtz), coronel Francisco Márcio Eugênio Vieira Saraiva, apontou o 7 de Setembro como uma das datas mais importantes da história do Brasil. Depois da libertação do domínio português, segundo o coronel do Exército, o Brasil começou de fato, a caminhar com as suas próprias pernas avançando politicamente, em todos os aspectos, como uma nação livre e soberana. Segundo ele, a conquista da independência teve como sustentáculo o Exército na figura de Luiz Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, que em 1823 expulsou dos territórios nacionais, a última resistência portuguesa à independência.

Ele lembrou que o Brasil conquistou a sua independência de forma plena e não fragmentada como aconteceu com a colônia espanhola e outras nações. Na guerra pela independência, conforme observou coronel Márcio, vários heróis pagaram com a própria vida, como foi o caso de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, que foi o herói da Inconfidência Mineira.

Entrando na história, coronel Márcio, lembrou que a conquista da independência do Brasil foi fruto de um conjunto de fatores. Ela nasceu na batalha dos Guararapes em 1648, quando as forças nacionais expulsaram os invasores holandeses. Em Guararapes nasceu o sentimento de patriotismo e nacionalidade. Sobre o questionamento feito por alguns historiadores que afirmam que o Brasil nunca foi independente de verdade, o coronel ressaltou que nenhuma nação conquista de forma plena a sua dependência financeira. Ele citou como exemplo os Estados Unidos, que mesmo sendo a maior potência econômica do mundo depende de outros países para comprar e vender seus produtos.

O importante, segundo o coronel, é que o Brasil hoje é um país soberano que traça seus destinos livremente. Conforme lembrou o coronel com orgulho indisfarçável, o Brasil é 4º país em extensão territorial do mundo, ocupa 30% do Compartimento da América do Sul, é rico em minerais, recursos naturais, tem muitas fontes de água doce e uma rica biodiversidade na Amazônia. "Toda essa riqueza é motivo de orgulho", assegurou.

O coronel Márcio defende a preservação do espírito patriótico. Foi com esse pensamento que o Exército aproveitou a Semana da Pátria para realizar palestras sempre procurando estimular nas pessoas o sentimento da nacionalidade. Segundo ele, deve haver o incentivo de amor à pátria desde criança, através de atividades escolares, como o canto do Hino Nacional e o culto a bandeira.

Historiadora propõe profunda reflexão

O Brasil comemora hoje, o dia de sua independência. Historicamente, o país libertou-se das garras de Portugal no dia 7 de Setembro de 1822 depois do famoso grito de "Independência ou morte" dado por Dão Pedro I nas margens do Riacho Ipiranga. Passados 186 anos, o grito do príncipe regente de Portugal ainda é questionado por muitos historiadores, que não acreditam que o país tenha de fato, conquistado a sua independência plena.

A professora Patrícia Araújo, integrante do departamento de História da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), garante que o Brasil ainda precisa avançar muito para de verdade se auto-proclamar um país livre, democrático e soberano. Ela defende que o dia 7 de Setembro seja reservado para os brasileiros fazerem uma profunda reflexão em torno dos problemas econômicos e sociais que ainda afligem o país.

Para a professora, as escolas deveriam aproveitar o espírito patriota que ronda o país na Semana da Pátria para fazer essa reflexão com seus alunos, procurando lhes mostrar que Brasil ainda é um país que sofre com os graves problemas sociais.

A exemplo de muitos historiados, a professora Patrícia Araújo disse que não é contra o 7 de Setembro, mas acha que as escolas deveriam apresentar aos seus alunos o sentido da data. Entrando nas páginas da história, a professora lembrou que mesmo depois de ter conquistado a sua independência do domínio português, o Brasil permaneceu durante anos, dependente de outra nação.
O país verde amarelo atravessou décadas, conforme explicou a historiadora, dependendo dos Estados Unidos, e do Fundo Monentário Internacional (FMI). E o sol da liberdade, que poeticamente embeleza o Hino Nacional, passou anos sem brilhar para milhões de brasileiros.

A professora lembra que mesmo depois de 500 anos de descoberta e 186 de independência, o Brasil ainda é um país que tem elevada taxa de desemprego e índices de analfabetismo altos.

Esquema de trânsito será montado

Por causa do feriado do Dia da Independência, haverá um esquema de trânsito e transportes públicos visando proporcionar um maior conforto para os cidadãos que irão assistir ao desfile cívico. O sistema de transporte coletivo terá operação especial até as 14h do dia 7 de setembro, com frota acrescida de cerca de 30% desde as primeiras horas da manhã, atendendo a todos os bairros da cidade.
Algumas linhas de ônibus terão seus itinerários modificados enquanto durar a festividade. Como é o caso das rotas 333E e 263B, 904, 944, 404, 444, 004, 955 Galante, 505, 555, 550, 055 e 092. Haverá fiscalização nos principais pontos de mudança orientando a população quanto aos locais de embarque e desembarque modificados e horários de ônibus até o final do evento.Os pontos de fiscalização fixos se encontrarão na Rua Tavares Cavalcanti e na Vila Nova da Rainha.

Durante o horário de desfile, será interditado alguns cruzamentos da Rua Severino Cruz como as ruas Vila Nova da Rainha, Elias Asfora, Deputado Álvaro Gaudêncio e João Tavares. A dispersão do evento ocorrerá na Avenida Severino Cruz, sendo necessário desenvolver um monitoramento do tráfego no cruzamento das ruas Severino Cruz / Miguel Couto. A Rua Miguel Couto, no sentido Bairro-Centro, será disponibilizada para o estacionamento dos ônibus escolares e o embarque dos participantes.

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Editoras valorizam produção acadêmica

Através delas, estudantes e a comunidade em geral têm acesso a um conjunto de obras relevantes

A Associação Brasileira das Editoras Universitárias (Abeu) possui, atualmente, 105 editoras universitárias em todo o país registradas na entidade. Entre elas, as editoras das universidades Federal de Campina Grande (EDUFCG) e a Estadual da Paraíba (EDUEP), representam a Rainha da Borborema em um espaço aberto para a divulgação da produção acadêmica nacional.

Nesse contexto, as editoras campinenses surgiram a partir da necessidade de atender a demanda de produção acadêmica, técnica e científica do corpo docente das instituições e como meio de valorização da cultura local. Através delas, estudantes, funcionários e a comunidade em geral têm acesso a um conjunto de obras relevantes em diferentes campos do saber, como as ciências humanas, sociais e educação, ciências da saúde, ciências agrárias e engenharias, lingüística, literatura e artes.

Na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), a história da editora universitária da instituição ainda é recente. Mas, mesmo funcionando há apenas três anos, ela já tem uma história de conquistas a destacar. Por entender que um livro ou periódico não é o resultado de uma produção individual, mas de um trabalho coletivo, a EDUFCG procura valorizar, através de suas publicações, o empenho de todos os que fazem a Universidade Federal, no sentido de divulgar, de forma adequada, a produção científica e tecnológica da instituição, bem como contribuir para a discussão de questões locais, nacionais e internacionais.

Entre os trabalhos que valorizam a produção intelectual se destacam as coletâneas da EDUFCG, como "Coleção Série Monográficas", "Coleção Textos Didáticos", "Coleção Experiências Pedagógicas", "Coleção Outras Histórias", "Cadernos PET", "Revistas Acadêmicas" e "Coleção Ensaios". De acordo com o professor Antônio Clarindo, diretor da EDUFCG, ao adquirir uma obra da editora, o leitor não está levando para casa apenas mais um livro que poderá lhe proporcionar prazer ou conhecimento, mas participa de um esforço conjunto de construir algo que, de sonho, tornou-se realidade.

Para publicar uma obra pela EDUFCG, segundo Antônio Clarindo, o autor formaliza a solicitação de edição de obra, através do Protocolo Geral. O autor ou a obra deve ter vinculação acadêmica com alguma unidade da universidade, como centro, programa de pós-graduação, curso, laboratório, entre outros. Dezenas de títulos já foram lançados pela EDUFCG, nesses três anos, nas áreas de tecnologia, saúde, meio-ambiente, ciências humanas e sociais. Os livros lançados pela Editora Universitária da UFCG são comercializados, exclusivamente, via on-line. É possível encontrá-los a partir de R$ 10,00. Para efetivar a compra, o interessado acessa o catálogo da EDUFCG, através do endereço (www.ufcg.edu.br/EDUFCG), e efetua o pagamento da Guia de Recolhimento da União (GRU), em qualquer agência bancária.

Após o pagamento, a GRU e a discriminação da obra solicitada é encaminhada, através dos Correios, para a Editora da Universidade Federal de Campina Grande - Caixa Postal 10.024 - CEP 58.109-970 - Campina Grande - PB, que encaminha a obra para o endereço indicado, conforme prazos da ECT/Empresa de Correios e Telégrafos.

O trabalho da editora da UFCG vai além do lançamento de livros. À disposição de toda comunidade acadêmica, ela mantém a EDUFCG Mídia Digital, um espaço onde o visitante encontra CD's, DVD's, livros, periódicos, anais, dissertações e experimentos, com acesso gratuito.

Devido a todo o trabalho de divulgação da produção acadêmica e cultural local, as editoras universitárias exercem um papel de extrema importância para a vocação educacional das universidades, de múltiplas formas.

EDUEP atinge marca de 100 títulos emitidos

Na Universidade Estadual, a EDUEP, além de trabalhar na produção de publicações internas, é uma alternativa para o público externo, como escritores locais que não têm relação direta com o mundo universitário, mas que possuem experiência no campo da escrita. Diversos poemas, contos e crônicas já foram publicados pela editora, ao longo dos seus 13 anos de existência.

Em agosto deste ano, a editora da UEPB atingiu a marca de 100 títulos emitidos pelo Sistema Brasileiro de Normalização (SBN). Pode parecer pouco, mas esta é uma marca bastante significativa, que a coloca no hall das mais importantes editoras universitárias do Nordeste.

Para se ter uma idéia do crescimento da editora, nos últimos anos, entre 2005 e 2006 a EDUEP lançou 16 títulos. Em 2007, foram 18 lançamentos e, somente este ano, já foram lançados 17 novos títulos. A meta para 2008, segundo a professora Sônia Maciel, diretora da EDUEP, é fechar o ano com a marca recorde de 30 lançamentos. A importância de uma editora universitária tanto para a instituição como para a região é explicada pela diretora da EDUEP. "A editora universitária possibilita a divulgação da produção científica da universidade e, também, da cultura regional. Através dela, professores, pesquisadores, poetas e escritores têm a oportunidade de publicar seus trabalhos. É um incentivo a mais para esses profissionais", destaca.

Tal incentivo vai além do aspecto logístico. Na EDUEP, o custo financeiro para o autor da obra é zero. A universidade arca todas as despesas de publicação, desde a revisão do material, passando pela arte final, editoração, impressão e lançamento. Para isso, mantém um profissional revisor e um arte-finalista de capa, além de disponibilizar a Gráfica Universitária para a impressão de todo o material. Em média, cada título é lançado com uma tiragem de 400 exemplares.

As obras editadas pela EDUEP inserem-se nas linhas temáticas prioritárias "Textos didáticos", "Divulgação científica", "Memória paraibana", "Textos diversos e coletâneas", "Coleções", "Edições especiais" e "Textos literários". Os autores entregam seus originais à editora que, através do Conselho Editorial, analisa e recomenda, ou não, a publicação da obra. Originalidade, importância, atualidade, qualidade científica, tecnológica ou cultural, coerência, organização das idéias e oportunidade editorial são aspectos observados.

As editoras universitárias campinenses formam não só leitores, mas também autores, uma vez que a proximidade de acesso à publicação daquilo que produzem, a seleção rigorosa do material a ser publicado e o fato de contar com especialistas de várias áreas, fazem delas um filtro para o trabalho dos professores e um incentivo para que eles escrevam mais e melhor.

UEPB conta com livraria universitária

O fortalecimento da Editora Universitária da UEPB e o crescimento significativo do número de lançamentos realizados pela editora levaram a Administração Central da instituição a ampliar os serviços desta unidade. Além do trabalho de editoração e publicação, a editora conta há três anos com a Livraria Universitária, um espaço para a venda dos livros publicados e lançados pela EDUEP. Na livraria, localizada no campus de Bodocongó, a comunidade acadêmica e a população em geral têm acesso, a baixo custo, a todas as publicações da editora, além de títulos de outras editoras universitárias do país, que disponibilizam as obras dos docentes e pesquisadores das mais importantes universidades brasileiras, para o público paraibano.

Em média, os livros comercializados pela Livraria Universitária da UEPB custam R$ 20,00, valor até três vezes menor do que o disponibilizado pelas livrarias tradicionais. Em breve, a livraria também comercializará os títulos via on-line. Para isso, um programa virtual está sendo elaborado para implantação do novo sistema de vendas.

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Cartórios se adaptam às separações

Lei implantada no ano passado permite o fim do casamento sem a necessidade da presença do juiz

Isabela Alencar
isabela@db.com.br

Desde 2007, uma nova lei que trata do divórcio vem aumentando a quantidade de casais que se separam diretamente no cartório, sem a necessidade da presença do juiz. A Lei 11.441, de 4 de janeiro, possibilita a realização de inventário, partilha e divórcio consensual (quando existe concordância do casal) por via administrativa, no mesmo cartório onde foi realizado o casamento. Desde janeiro deste ano, foram registrados 28 divórcios consensuais no 1° Cartório de Registro Civil da Comarca de Campina Grande, localizado na Avenida Floriano Peixoto, no centro da cidade. Diferente de antes, onde mesmo com uma separação amigável, era imprescindível a presença do juiz.

De acordo com o escrevente do 1° Cartório, Hélio da Silva, são indispensáveis alguns requisitos para que seja concluído o processo de divórcio. É necessário que o casal não tenha filhos menores de idade ou que os filhos não sejam incapazes, além disso, deve estar presente um advogado, que pode ser comum aos dois.

Além destes requisitos, os dois têm que ter, no mínimo, dois anos de casados e pagar uma taxa que é fixada, dependendo do ano do matrimônio. Com isso receberão uma certidão do casamento com a averbação da separação constando no verso do documento.

A juíza da 4ª Vara da Família, Renata Barros Assunção, disse que o processo é simples e rápido, porque as partes já estão de comum acordo, então é realizada uma audiência só para ratificar os termos e o caso é encerrado. De acordo com ela, quando a separação é amigável, o divórcio já é finalizado no dia da audiência, a não ser que ocorra algum imprevisto ou algum litígio, que deverá ser resolvido pela Justiça.

Por exemplo, com relação à separação de bens, é necessário a avaliação de um oficial de Justiça, principalmente, quando se têm dúvidas com relação a existência destes bens. No caso da guarda dos filhos, a avaliação é feita através de assistentes sociais, através da Vara da Infância e da Juventude, que vai na casa das partes e observa quem tem melhores condições de sustentar o filho.

Procedimento - Quando o casal resolve se divorciar ou se separar de forma consensual, o procedimento inicial é se dirigir até um Cartório de Oficio, acompanhado de um advogado e duas testemunhas, para que a comprovação probatória, que exige a lei, seja verificada e atestada. No local, o tabelião somente lavrará a escritura pública se o advogado for realmente qualificado e se sua assinatura constar no ato notarial.

A função do advogado, no caso de separação ou divórcio, é interrogar as partes interessadas no caso, na presença do tabelião, para constatar que é realmente isso que o casal pretende. É necessário também a apresentação das carteiras de identidade do casal, CPF e certidão de casamento, para receber as duas vias da escritura do divórcio.

Logo após, os interessados devem se deslocar ao Cartório de Registro Civil, onde foi realizado o seu casamento, e retirar a cópia de certidão do mesmo, que virá com a averbação do divórcio no verso, provando a consumação da separação.

Nova lei sobre guarda já está em vigor

Quando ocorre a separação ou o divórcio, é preciso resolver a questão da guarda dos filhos, um dos pontos mais frágeis de um relacionamento conjugal. A Lei 11.698, de 13 de junho de 2008, diz que guarda compartilhada é a responsabilização conjunta e o exercício de direitos e deveres do pai e da mãe, que não vivam sob o mesmo teto, concernente ao poder familiar dos filhos em comum.
A lei entrou em vigor no dia 7 de agosto de 2008 e tem como objetivo primordial, não afetar ou afetar o menos possível no desenvolvimento da criança, que já passa por um processo complicado com a separação dos pais. Mas quando os genitores mantêm um relacionamento de brigas ou confusão, geralmente é mais difícil para a Justiça decidir com quem vai ficar o filho, sendo necessário um trabalho de investigação cauteloso, para que a decisão não seja precipitada.

De acordo com a juíza da 4ª Vara da Família, Renata Assunção, este tipo de guarda é chamada de alternada e nunca foi benéfica para a criança, sendo geralmente vedada pelos juizes. Na guarda compartilhada vai ser possível, para os pais, a resolução conjunta sobre qualquer assunto que envolva o filho.

"É preciso esclarecer para as pessoas o que é realmente a guarda compartilhada, porque elas ainda se confundem. A maioria acha que seria no caso do filho que fica, por exemplo, segundas, terças e quartas-feiras com o pai e nos dias seguintes com a mãe. Não é isso, porque a criança precisa ter seu espaço fixo, para que ela possa se desenvolver psicologicamente, afetivamente e socialmente.
A guarda compartilhada se faz através de um acordo de ambas as partes interessadas e não precisa de tempo determinado, lugar ou dia para que o pai ou a mãe que não more com a criança, compartilhe com o filho todos os momentos de sua vida", disse a juíza.

A lei prevê que a criança vai ficar morando com um dos pais, porém não existe nenhuma necessidade daquela determinação rigorosa. Agora o pai ou a mãe que não morar com a criança vai ter acesso direto, como se morasse normalmente com seu filho, sem ter nada limitado ou restrito pelo juiz. "Pressupõe-se que o relacionamento entre os pais seja amigável, porque se for de briga, com certeza este processo não vai dar certo", afirmou a juíza.

Neste sistema, o mais importante é que os pais vão passar a decidir juntos tudo o que diz respeito à criança. "A lei foi se modernizando, porque o pai cumpre o seu papel efetivamente, podendo conviver até diariamente com o seu filho, participando da criação dele, educando a criança, como se realmente morasse junto com ela. O intuito da lei é procurar não alterar a vida do menor, porque a separação, em si, já traz os seus traumas", concluiu.

O que diz a Lei 11.698

A guarda compartilhada poderá ser requerida, por consenso, pelo pai e pela mãe, em ação autônoma de separação ou divórcio, de dissolução de medida estável ou em medida cautelar. A ação deverá ser decretada pelo juiz, em atenção às necessidades específicas do filho ou em razão da distribuição do tempo necessário dele com ambos os pais.

Na audiência de conciliação, o juiz informará ao pai e a mãe o significado da guarda compartilhada, a sua importância, a similitude de deveres e direitos atribuídos aos genitores e as sanções pelo descumprimento de suas cláusulas. Para estabelecer as atribuições dos pais e os períodos de convivência sob guarda compartilhada, o juiz, de ofício ou a requerimento do Ministério Público, poderá se basear em orientação técnico-profissional ou de equipe interdisciplinar.

Se houver alteração ou descumprimento sobre o que foi decidido em conjunto, as prerrogativas ou os benefícios atribuídos ao seu detentor poderão ser reduzidos, inclusive com o número de horas de convivência com o filho. Se for verificado que o pai ou a mãe não deve permanecer com a guarda, o juiz vai escolher outro responsável pela criança, dando preferência ao grau de parentesco e as relações de afinidade e afetividade.

 

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Aumenta procura por corpo perfeito

Com proximidade da estação mais quente do ano, academias registram alta na demanda de até 40%

Com a proximidade do verão, estação do ano em que as pessoas expõem mais os corpos, seja através de roupas mais decotadas, em virtude do calor, ou seja, pela exposição ao sol nas praias, aumenta a procura pelas academias de ginástica, por parte daquelas pessoas que querem entrar em forma para a estação mais quente do ano.

Em Campina Grande, as academias registram um aumento significativo, a partir desse mês, conforme Vânia Santos, coordenadora da academia do Garden Hotel. "A partir de setembro o número de alunos matriculados aumenta em até 40%, em relação aos outros meses", afirmou.

Conforme Vânia, durante os meses de junho, em virtude do São João, julho e agosto, por conta do clima frio e chuvoso, muitas pessoas acabam abandonando as atividades na academia e só retornando nos meses mais quentes, a exemplo de setembro.

A academia, prevendo o aumento no número de alunos, realiza diversas atividades para manter os alunos já matriculados, como também para atrair mais adeptos, a exemplo aulões, luau nos fins de semana, entre outras atividades. "Os iniciantes passam por uma avaliação física e são orientados a irem aumentando a intensidade dos exercícios gradativamente", acrescentou.

Na academia do Garden Hotel, hoje, malham cerca de 140 alunos, no período compreendido entre as 6h às 22h, horário de funcionamento do local. Para as pessoas que se matriculam, é oferecido além da musculação, aulas de jump (cama elástica), step, combat, exercícios localizados, circuito, spinning (aula na bicicleta), entre outras.

Em outra academia, localizada no centro da cidade, a procura a partir do final do mês de setembro aumenta em mais de 50%, conforme o coordenador, Romário Borges, se comparado aos outros meses. Para o coordenador, o aumento deve-se, principalmente, pela proximidade do verão.

"Nesse período, muitos alunos que saem durante a época de inverno começam a retornar, como também aqueles que não praticam atividades físicas regularmente, mas que a partir de setembro iniciam a prática esportiva, no intuito de entrar em forma para o verão", acrescentou.

O coordenador afirmou que todos os alunos passam por avaliação e são orientados a iniciarem as atividades de forma moderada. "As mulheres tendem a procurar mais as aulas de ginástica, como jump, step, localizada, alongamento, entre outras, e os homens tendem a procurar mais a musculação", falou.

A academia funciona 24 horas, com equipe de profissionais de educação física trabalhando das 6h às 11h e das 13h às 23h, com cerca de 600 alunos matriculados atualmente.

Aulas de Combat fortalecem musculatura de membros

Entre as modalidades realizadas em sala de aula, o Combat está entre uma das mais completas. A aula tem duração de cerca de 55 minutos, com um gasto calórico que chega a 500 calorias.

Conforme Ramon Andrade, professor especialista em Educação Física, a aula proporciona diversos benefícios, como o fortalecimento cárdio-respiratório e da musculatura dos membros superiores e inferiores. "A aula proporciona uma socialização entre os participantes, além ser bastante dinâmica, através das músicas que são pré-coerografadas", afirmou.

De acordo com o professor, qualquer aluno pode fazer a aula, desde que seja respeitada a condição física de cada pessoa, com os iniciantes realizando os movimentos de maneira mais moderada. Os movimentos do combat, conforme Ramon, assemelham-se aos praticados nas artes marciais.

Jump é considerada uma das modalidades mais favoritas

Algumas aulas aeróbicas têm a preferência do sexo feminino, a exemplo de step, ginástica localizada, entre outras. O jump é uma das modalidades favoritas entre as mulheres, mas possui uma grande aceitação entre os homens também. A aula é considerada divertida e relaxante, realizada sobre um trampolim elástico individual. Promove, entre outros benefícios, a diminuição da celulite, em virtude do movimento do vaivém sobre o trampolim individual causar uma espécie de drenagem linfática nas pernas e no bumbum.

Os saltos constantes também fortalecem os tecidos ósseos, promovendo o combate à osteoporose, além de fortalecer a musculatura das pernas, sem o impacto das outras modalidades no solo, podendo ser praticado por pessoas de todas as idades.

Spinning está conquistando adeptos da malhação

Uma das recentes aulas iniciadas na academia do Garden Hotel, a de spinning é uma das modalidades que vem atraindo um número cada vez maior de pessoas. É definido como um completo programa de atividades em bicicletas estacionárias, por meio de simulação de vários percursos formados, basicamente, de retas, com uso de pouca ou moderada resistência e subidas, aumentando a resistência.
Em cada tipo de terreno simulado, existem também duas posições do corpo como sentada e em pé. Estas posições e terrenos são combinados para criar várias técnicas, simulando situações encontradas no ciclismo de rua.

Entre os benefícios está o de queimar de 600 a 800 calorias em cerca de 50 minutos de aula, trazendo resultados para quem quer aprimorar a resistência cardiovascular, respiratória e a perda de peso, enfatizando o trabalho neuromuscular. Isto porque o ininterrupto movimento de pedalar exige a participação de grande parte dos músculos dos membros inferiores.

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