É impressionante como o tempo passa depressa. Ao preparar minhas aulas de hoje me deparei com o calendário e tomei um susto ao me dar conta de que já estávamos no dia 03 de setembro e que logo estaríamos no final do ano letivo. O3 de setembro? Como, se não escutei ainda nenhum som das "fanfarras" ensaiadas pelos alunos nas ruas da cidade? Pois é, foi aí que perdi alguns minutos do meu tempo divagando sobre os "antigos Sete de Setembro".
Lembrei-me das escolas da minha infância e juventude. Da ansiedade que nos acometia pela chegada do "Dia da Independência". Quanta euforia! Quanto "Patriotismo" quando ainda se acreditava e se tinha fé no Brasil. Lembrei-me de como as escolas de todas as cidades se empenhavam em comemorar o dia da Pátria. Era uma semana ou até quem sabe, um mês de preparativos para o grande desfile. Nós, as meninas, íamos para a escola durante toda a semana com fitas verde e amarela nos cabelos ou na blusa da farda. Eram tempos de ideais e de ilusões.
Ao chegarmos à escola, éramos levados ao pátio onde hasteávamos a bandeira e cantávamos o Hino Nacional em meio a muito respeito e emoção. Os desfiles do dia Sete de setembro era um acontecimentos nas cidades e principalmente nas do interior. As pessoas se emocionavam até as lágrimas ao ouvir as bandas marciais do exército e das escolas e verem seus filhos desfilando pelas ruas enfeitadas de bandeirolas verde e amarela.
O fato é que tudo mudou.
Já não vemos alunos ensaiando pelas ruas, nem escolas preocupadas com desfiles nem com Bandeiras Nacionais. Já não se ouvem mais o som das "fanfarras", nem o canto do Hino Nacional pelos alunos. As escolas não têm mais nem Bandeiras nem fanfarras. As Bandeiras não são vistas nem nas repartições públicas As escolas estão em silêncio. Onde foi parar o "Patriotismo"? Será que os jovens de hoje morreriam pela sua pátria? É verdade que o nosso país sempre esteve envolvido em falcatruas e corrupções e em safadezas, mas, era tudo muito camuflado naquela época, e a maioria das pessoas não tinha conhecimento dos desmandos do poder.
Atualmente, o orgulho que talvez tivéssemos do Brasil se transformou em queixas e em desilusões. Hoje, estas mesmas falcatruas, corrupções, mazelas, impunidades estão escancaradas para todos verem e tomarem conhecimento, nada é mais camuflado, está tudo aí, às claras. É uma pena, mas o que vemos e ouvimos todos os dias faz com que não tenhamos nem um pouco de orgulho nem de esperanças no nosso país.
É isto. O Sete de Setembro está chegando. No entanto, certamente
acho que não vejo sentido em irmos desfilar pelas ruas para homenagear
um país tão desacreditado como este.
Silenciaram os ideais. Silenciaram as ilusões.
Bem abençoada seja a mão que com seu amor acaricia o filho ao nascer; maldita seja mão que de forma desumana ajudar o seu filho morrer.
Bem aventurada seja a evolução de uma gravidez que trás no seu intimo imagem e semelhança de Deus, maldita seja a mulher que por extinto anormal retira do útero uma esperança.
Bem aventurada seja uma família que cria seu filho nos princípios básicos do ensinamento em Cristo, maldita seja aquela que faz do mundo o melhor de todos os ensinos.
Bem aventurado seja o leite materno que com as características de água, trás consigo toda estrutura necessária para um sustento adequando, maldita seja a mãe que por medicamentos retira o sagrado liquido da salvação.
Bem aventurado seja o filho que ao desenvolver sabe que a benção maior foram seus pais; maldito seja aquele que de forma vil os maltrata e abandonam.
Bem aventurado seja o lar onde a luminosidade dos céus é o sol maior de cada dia, maldito sejam todos que fazem do seu santo lar, ambiente de prostituição.
Bem aventurada seja a face que com ternura abençoa qualquer gesto bom do seu filho, maldito seja aquele que busca nos jornais momentos para relaxar, e esquece o dialogo.
Bem aventurado seja aquele que ensina o respeito e amor as coisas de Deus, maldito seja aquele cuja paixão maior é buscar no suor de muitos a sua riqueza terrena.
Bem aventurado seja o que sente saudade e chora as dores dos filhos e familiares, malditos sejam aqueles que torcem pelo desaparecimento de alguém para receber a sua herança.
Bem aventurado seja aquele que transforma seus gestos em espelhos, para que atos sejam repetidos, malditos seja aqueles que querem para sim momentos de felicidade que não dedicaram aos seus.
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